A New York Fashion Week SS 2027 acabou de fechar as cortinas (10 a 15 de setembro) e, sinceramente, foi um alívio ver a moda americana saindo do “quiet luxury” e entrando de cabeça em algo mais divertido, colorido e com personalidade. Depois de algumas temporadas mais contidas, as passarelas de Nova York trouxeram cores saturadas, silhuetas fluidas, um boho que não é só “florzinha de primavera” e acessórios que realmente viram o look. Aqui vão as novidades e tendências que realmente apareceram e devem contaminar o street style (e as lojas) daqui pra frente.
Cores e energia: adeus minimalismo, olá brilho e cor!
O que mais chamou atenção foi a volta das cores fortes. Altuzarra, Zankov (na Diane von Furstenberg), Prabal Gurung, Kate Barton e até Tommy Hilfiger apostaram em tons vibrantes: amarelo vivo, verde chartreuse, laranja, vermelho e color-blocking. Diane von Furstenberg, com o primeiro desfile de Henry Zankov como diretor criativo, foi uma festa de cores e energia, o wrap dress clássico voltou, mas com muito mais atitude.
Ralph Lauren abriu a semana (ainda off-schedule) com aquele romantismo americano que só ele sabe fazer, incluindo o duster coat de veludo que já virou assunto. Coach celebrou 85 anos com uma coleção nostálgica, cores de bolo e até chapéus de festa na cabeça das modelos. Foi leve, divertido e bem “celebração”. Silhuetas e styling que já estão no radar.
• Boho o ano todo: tecidos transparentes, babados, estampas fluidas e comprimentos mais longos e modestos. Não é mais “só pra verão”.
• Jaqueta sobre saia: em vez do clássico blazer + calça, muita gente (Altuzarra, Sandy Liang e street style) colocou jaquetas estruturadas ou oversized por cima de saias. O contraste ficou ótimo.
• Saia por cima da calça: o Y2K voltou com versão mais sofisticada (TWP, Coach). Minissaia justa sobre calça ou saia lápis sobre calça transparente.
• Costume dressing: looks que contam história. Ralph Lauren com códigos da Gilded Age e safari, Sergio Hudson em clima James Bond, Wiederhoeft com vibe distópica glam, Tory Burch revisitando glamour mid-century.
Sandy Liang misturou utilitário (track pants, jaquetas) com detalhes de princesa (babados, laços, sapatilhas estilo pantufa). Conner Ives fez sua estreia em NY com looks teatrais, matador, flapper e jantar retrô em sedas e proporções matemáticas. E, claro, a Dauphinette deu o que falar na temporada com sua coleção lúdica e cheia de significado sob o comando de Olivia Cheng trazendo inovações têxteis impressionantes como o Florganza (tecido translúcido feito com flores reais prensadas) e contando com a presença marcante da modelo e ativista trans Vivian Jenna Wilson (filha de Elon Musk) integrada ao casting de destaque da passarela, reafirmando o posicionamento moderno e autêntico da marca.
Acessórios que roubaram a cena
Os acessórios foram protagonistas de verdade:
- Cintos de destaque (especialmente a nova versão do “coin belt” da Tory Burch, com elos prateados grandes).
- Broches grandes em blazers clássicos.
- Franjas em lugares inesperados.
- Bolsas com personalidade (a clutch de uvas da Cult Gaia foi hit no street style).
- Cintos coloridos como ponto focal (vermelho tomate ou roxo em looks monocromáticos).
No street style, apareceu muito chartreuse, animal print tratado como neutro, sandálias jelly e flip-flops de couro, e jaquetas barn com gola contrastante.
Maquiagem: party-girl glam e zero “clean girl”
A make acompanhou a energia das roupas. Adeus pele minimalista demais. O que rolou:
- Blush bem marcado (Cult Gaia, Ralph Lauren, Tory Burch, Kim Shui).
- Batom rosa bem vivo (Ralph Lauren, Tory Burch, Conner Ives, Tommy Hilfiger).
- Glitter e brilho em excesso (Anna Sui com sombra roxa glitter, Wiederhoeft com highlight chunky, faces inteiras brilhando em alguns desfiles).
- Cílios enormes (Kim Shui).
- Looks mais “bagunçados” e party: crimped hair, messy knots, e na Luar uma mistura de ballroom, punk e Tudor com máscaras e glitter.
Em contrapartida, alguns desfiles (Conner Ives, Sandy Liang, Coach) apostaram em blush bem sutil, quase “anti-blush”. Pat McGrath na Anna Sui entregou aquele glow etéreo com sombra roxa difusa. Aaron DeMay no Conner Ives criou personagens que iam do polido ao “glamazon” total.
O que fica pra gente levar
A temporada SS 2027 em Nova York deixou claro: a moda americana está mais divertida, colorida e narrativa. Menos “look perfeito de Instagram” e mais “eu me visto pra contar uma história”. Se você quiser começar a incorporar já: um cinto statement prateado ou colorido, uma jaqueta estruturada por cima de saia, blush mais generoso + batom rosa vivo. E, se o orçamento permitir, um duster ou casaco fluido de veludo (ou similar). A semana também marcou a política fur-free obrigatória no calendário oficial da CFDA e o retorno de nomes importantes (Tommy Hilfiger, DVF com Zankov, etc.). Foi uma NYFW com estreias, aniversários e, principalmente, vontade de se divertir.
Qual tendência você mais curtiu? Me conta nos comentários que eu quero saber!

